José Pinto
ALAI-AMLATINA 21/01/2006, La Paz.- Guarnecido por la simbología de los
templos de Tiwanacu y acompañado por cerca de 30.000 personas,
mayoritariamente indígenas bolivianos aimaras, quechuas y de
otros pueblos originarios, Evo Morales fue purificado y
reconocido por amautas, mallkus y jilakatas, que ratificaron
colectivamente -al amparo de sus tradiciones- la voluntad de
continuar el camino del triunfo alcanzado el pasado 18 de
diciembre y que oficialmente se iniciará mañana 21 cuando asuma
la presidencia de Bolivia.
Serviço Informativo Alai-amlatina
info@alainet.org
http://alainet.org
janeiro 23, 2006
Em busca do paraíso perdido
Nurit Bensusan* -
Na quinta-feira passada, 12 de janeiro, o jornalista Marcos Sá Corrêa, um dos diretores do site O Eco, publicou no jornal O Estado de S.Paulo um artigo com críticas ao Plano Nacional de Áreas Protegidas. Em fase de elaboração, o plano, que estabelece objetivos e metas para a consolidação de um sistema ampliado de áreas protegidas do país, está aberto à consulta pública até 30 de janeiro em www.mma.gov.br/forum.
Chama atenção no texto de Marcos Sá Corrêa, entre outros, o seguinte trecho: “Como está, ele (o plano) tende a consagrar a prioridade das reservas indígenas, dos territórios quilombolas e das comunidades extrativistas na conservação da natureza”.
(...) A angústia revelada pelo jornalista e compartilhada por todos se preocupam com o futuro da biodiversidade brasileira não será aliviada pela receita por ele sugerida: a execução de medidas já concebidas para garantir a integridade das unidades de conservação. Será, sim, mitigada. Diante da realidade nacional, a preservação total dessa integridade soa como a busca do paraíso perdido. Sem perder de vista, além disso, que não é possível a manutenção da integridade biológica de um fragmento de área natural mergulhado em um mar de ambientes devastados. Tradução: é preciso, sim, melhorar a situação dos parques e de outras unidades, mas só isso não basta.
(...) O Plano Nacional de Áreas Protegidas é um primeiro passo na direção dessa conexão. Quando completo, tratará de diversos espaços especialmente protegidos - as unidades de conservação, as terras indígenas e as terras de quilombo. Colocar todas essas áreas numa mesma matriz de planejamento da paisagem é o mínimo necessário para o êxito da conservação da biodiversidade.
Contar com o apoio de comunidades que podem usar racionalmente seus recursos naturais, evitando a interrupção dos processos ecológicos e evolucionários faz parte do receituário básico para a conservação da biodiversidade. Se há aqueles que nem isso reconhecem e que ainda acreditam que a conservação da biodiversidade se fará apenas por meio de parques-paraíso, temos, pela frente, lamentavelmente, ainda um longo caminho a percorrer e muita biodiversidade a perder.
*Nurit Bensusan é mestre em Ecologia, integrante do Grupo de Trabalho Sociobiodiversidade do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento.
Este texto foi escrito em resposta ao artigo do jornalista Marcos Sá Correa "A reforma da natureza", publicado originalmente no dia 12 de janeiro de 2006, no jornal O Estado de São Paulo. Veja aqui o artigo do jornalista.
Para leitura completa clique no título.
Na quinta-feira passada, 12 de janeiro, o jornalista Marcos Sá Corrêa, um dos diretores do site O Eco, publicou no jornal O Estado de S.Paulo um artigo com críticas ao Plano Nacional de Áreas Protegidas. Em fase de elaboração, o plano, que estabelece objetivos e metas para a consolidação de um sistema ampliado de áreas protegidas do país, está aberto à consulta pública até 30 de janeiro em www.mma.gov.br/forum.
Chama atenção no texto de Marcos Sá Corrêa, entre outros, o seguinte trecho: “Como está, ele (o plano) tende a consagrar a prioridade das reservas indígenas, dos territórios quilombolas e das comunidades extrativistas na conservação da natureza”.
(...) A angústia revelada pelo jornalista e compartilhada por todos se preocupam com o futuro da biodiversidade brasileira não será aliviada pela receita por ele sugerida: a execução de medidas já concebidas para garantir a integridade das unidades de conservação. Será, sim, mitigada. Diante da realidade nacional, a preservação total dessa integridade soa como a busca do paraíso perdido. Sem perder de vista, além disso, que não é possível a manutenção da integridade biológica de um fragmento de área natural mergulhado em um mar de ambientes devastados. Tradução: é preciso, sim, melhorar a situação dos parques e de outras unidades, mas só isso não basta.
(...) O Plano Nacional de Áreas Protegidas é um primeiro passo na direção dessa conexão. Quando completo, tratará de diversos espaços especialmente protegidos - as unidades de conservação, as terras indígenas e as terras de quilombo. Colocar todas essas áreas numa mesma matriz de planejamento da paisagem é o mínimo necessário para o êxito da conservação da biodiversidade.
Contar com o apoio de comunidades que podem usar racionalmente seus recursos naturais, evitando a interrupção dos processos ecológicos e evolucionários faz parte do receituário básico para a conservação da biodiversidade. Se há aqueles que nem isso reconhecem e que ainda acreditam que a conservação da biodiversidade se fará apenas por meio de parques-paraíso, temos, pela frente, lamentavelmente, ainda um longo caminho a percorrer e muita biodiversidade a perder.
*Nurit Bensusan é mestre em Ecologia, integrante do Grupo de Trabalho Sociobiodiversidade do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento.
Este texto foi escrito em resposta ao artigo do jornalista Marcos Sá Correa "A reforma da natureza", publicado originalmente no dia 12 de janeiro de 2006, no jornal O Estado de São Paulo. Veja aqui o artigo do jornalista.
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Audiência na Justiça Federal sobre Ingá conclui que há grave risco de desastre ambiental na Baía de Sepetiba
"Juiza obriga União Federal a comprar insumos quimicos para filtrar água contaminada por metais pesados, o governo do estado a realizar novas obras emergenciais no dique da INGÁ e o confisco do salário do prefeito de Itaguaí até que seja feito o saneamento da Ilha da Madeira.
Após 18 anos do início da Ação Judicial da Ingá finalmente os pescadores artesanais poderão ser indenizados por danos morais e materiais."
Para leitura completa clique no título.
Após 18 anos do início da Ação Judicial da Ingá finalmente os pescadores artesanais poderão ser indenizados por danos morais e materiais."
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O sertão que cresce
Por Lúcio Flávio Pinto
Adital - Em 1972 foi proibida a exportação de madeira em toras da Amazônia. Na mesma época - como ainda hoje - a nação mais poderosa do mundo, os Estados Unidos, ainda se permitia mandar para outros países suas árvores em bruto. Vi com meus próprios olhos, no extremo noroeste, no Oregon, a destruição das últimas grandes concentrações de floresta nativa do país. As toras eram exportadas para o Japão. E ninguém achava nada de anormal nesse fato.
Significava que tínhamos e temos muito melhor consciência do problema? Talvez. Ou nem tanto. Dados estatísticos do IBGE mostram que 55% de toda madeira em tora que circulam pelo Brasil têm origem no Pará. E que apenas 10% dos municípios paraenses respondem por mais de 37% da produção de madeira bruta nacional. Esses municípios estão em áreas do chamado "Arco do Desflorestamento" (que já foi "Arco do Desmatamento" e parece a meio caminho, na sucessão de batismos, de acabar se consagrando como "Arco do Defloramento").
Mas Óbidos já faz parte dos 14 municípios paraenses com maior produção de toras (em 20 do ranking nacional). Isso significa que a investida sobre novas áreas de floresta continua, ignorando a tal da consciência. Se não mandamos madeira bruta para os estrangeiros, a enviamos para nossos irmãos do Sul, que a processam e nos devolvem na forma de produtos acabados. Como são mercadorias mais caras, se com o exterior nossa balança comercial é altamente superavitária, com nossos irmãos do Sul é extremamente deficitária. O que ganhamos do Japão ou da Europa, transferimos para o Sul Maravilha. Sem que essa sangria seja considerada motivo para discursos em defesa da soberania nacional, of course.
A expansão do desmatamento é tão acelerada que às vezes só nos damos conta de sua expressão quando ela já é realidade pronta e acabada. Na década de 70, um dos debates no Estado era se o primeiro trecho da PA-279 então aberto, entre Xinguara e São Félix do Xingu, devia ser concluído ou não. Mesmo sem a rodovia estadual, já havia intensa ocupação humana ao longo do traçado previsto. Mas se sabia que uma vez aberto o caminho, o processo se tornaria incontrolável. Como São Félix possuía muita floresta nativa e muitas áreas indígenas, pensava-se num plano, bem estruturado, que evitasse que a expansão continuasse a ser desordenada.
Hoje, São Félix do Xingu é o segundo município brasileiro em rebanho bovino, ocupando liderança destacada no Pará, com seu efetivo de mais de 17 milhões de cabeças, ou 17% do total do país. Se na época fosse realizado o levantamento de aptidão de uso em São Félix, como se pretendia, ninguém indicaria a pecuária como vocação. Agora que a situação está criada, o que não faltam são explicações para essa anomalia. Claro: ela se explica por causa do desmatamento. A Amazônia deixou de existir nessas áreas. A Amazônia propriamente dita está sendo acuada nos espaços que ainda não adquiriram valor de mercado. Enquanto isso, cresce o Centro-Oeste. Quer dizer: o sertão.
João Guimarães Rosa é quem tinha razão: não há porteiras para o sertão. O Brasil, que na letra de Chico Buarque e Ruy Guerra se tornaria um imenso Portugal, está condenado a ser um grande sertão. Só veredas.
(www.ecodebate.com.br) artigo originalmente publicado na Agência Frei Tito para a América Latina, ADITAL, www.adital.org.br, em 20/01/2006
http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=20693
Adital - Em 1972 foi proibida a exportação de madeira em toras da Amazônia. Na mesma época - como ainda hoje - a nação mais poderosa do mundo, os Estados Unidos, ainda se permitia mandar para outros países suas árvores em bruto. Vi com meus próprios olhos, no extremo noroeste, no Oregon, a destruição das últimas grandes concentrações de floresta nativa do país. As toras eram exportadas para o Japão. E ninguém achava nada de anormal nesse fato.
Significava que tínhamos e temos muito melhor consciência do problema? Talvez. Ou nem tanto. Dados estatísticos do IBGE mostram que 55% de toda madeira em tora que circulam pelo Brasil têm origem no Pará. E que apenas 10% dos municípios paraenses respondem por mais de 37% da produção de madeira bruta nacional. Esses municípios estão em áreas do chamado "Arco do Desflorestamento" (que já foi "Arco do Desmatamento" e parece a meio caminho, na sucessão de batismos, de acabar se consagrando como "Arco do Defloramento").
Mas Óbidos já faz parte dos 14 municípios paraenses com maior produção de toras (em 20 do ranking nacional). Isso significa que a investida sobre novas áreas de floresta continua, ignorando a tal da consciência. Se não mandamos madeira bruta para os estrangeiros, a enviamos para nossos irmãos do Sul, que a processam e nos devolvem na forma de produtos acabados. Como são mercadorias mais caras, se com o exterior nossa balança comercial é altamente superavitária, com nossos irmãos do Sul é extremamente deficitária. O que ganhamos do Japão ou da Europa, transferimos para o Sul Maravilha. Sem que essa sangria seja considerada motivo para discursos em defesa da soberania nacional, of course.
A expansão do desmatamento é tão acelerada que às vezes só nos damos conta de sua expressão quando ela já é realidade pronta e acabada. Na década de 70, um dos debates no Estado era se o primeiro trecho da PA-279 então aberto, entre Xinguara e São Félix do Xingu, devia ser concluído ou não. Mesmo sem a rodovia estadual, já havia intensa ocupação humana ao longo do traçado previsto. Mas se sabia que uma vez aberto o caminho, o processo se tornaria incontrolável. Como São Félix possuía muita floresta nativa e muitas áreas indígenas, pensava-se num plano, bem estruturado, que evitasse que a expansão continuasse a ser desordenada.
Hoje, São Félix do Xingu é o segundo município brasileiro em rebanho bovino, ocupando liderança destacada no Pará, com seu efetivo de mais de 17 milhões de cabeças, ou 17% do total do país. Se na época fosse realizado o levantamento de aptidão de uso em São Félix, como se pretendia, ninguém indicaria a pecuária como vocação. Agora que a situação está criada, o que não faltam são explicações para essa anomalia. Claro: ela se explica por causa do desmatamento. A Amazônia deixou de existir nessas áreas. A Amazônia propriamente dita está sendo acuada nos espaços que ainda não adquiriram valor de mercado. Enquanto isso, cresce o Centro-Oeste. Quer dizer: o sertão.
João Guimarães Rosa é quem tinha razão: não há porteiras para o sertão. O Brasil, que na letra de Chico Buarque e Ruy Guerra se tornaria um imenso Portugal, está condenado a ser um grande sertão. Só veredas.
(www.ecodebate.com.br) artigo originalmente publicado na Agência Frei Tito para a América Latina, ADITAL, www.adital.org.br, em 20/01/2006
http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=20693
janeiro 21, 2006
Brasil e o Protocolo de Cartagena
Rodrigo C. A. Lima (Pesquisador do ICONE).
Publicado na "Gazeta Mercantil" - 01.08.2005
A posição brasileira sobre OVMs oxigena o debate em torno da biossegurança. Em 2004, as exportações do complexo soja renderam ao Brasil US$ 10 bilhões. Os embarques de soja em grão foram de 19,2 milhões de toneladas, e o País ficou em 2 lugar na exportação dessa commodity. Esses dados mostram o potencial do Brasil como maior fronteira agrícola do mundo, mas sugerem um olhar atento em direção ao futuro do comércio internacional, com vistas a equilibrar a demanda crescente por alimentos seguros, a necessidade de uma produção realisticamente sustentável e o potencial exportador de certos países.
O Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança é um tema que deverá influir no comércio de commodities destinadas à alimentação humana e animal. Para prevenir possíveis danos causados pelos organismos vivos modificados (OVMs) ao meio ambiente e à saúde humana, o protocolo deve: 1) estabelecer uma forma de identificação desses organismos; 2) criar um mecanismo de compensação por danos causados por eles; 3) cuidar da análise de risco; 4) tratar da capacitação dos países para lidar com o tema; e 5) formar um banco de dados com informações sobre os OVMs, que poderá ser acessado por qualquer país ou parte interessada.
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Publicado na "Gazeta Mercantil" - 01.08.2005
A posição brasileira sobre OVMs oxigena o debate em torno da biossegurança. Em 2004, as exportações do complexo soja renderam ao Brasil US$ 10 bilhões. Os embarques de soja em grão foram de 19,2 milhões de toneladas, e o País ficou em 2 lugar na exportação dessa commodity. Esses dados mostram o potencial do Brasil como maior fronteira agrícola do mundo, mas sugerem um olhar atento em direção ao futuro do comércio internacional, com vistas a equilibrar a demanda crescente por alimentos seguros, a necessidade de uma produção realisticamente sustentável e o potencial exportador de certos países.
O Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança é um tema que deverá influir no comércio de commodities destinadas à alimentação humana e animal. Para prevenir possíveis danos causados pelos organismos vivos modificados (OVMs) ao meio ambiente e à saúde humana, o protocolo deve: 1) estabelecer uma forma de identificação desses organismos; 2) criar um mecanismo de compensação por danos causados por eles; 3) cuidar da análise de risco; 4) tratar da capacitação dos países para lidar com o tema; e 5) formar um banco de dados com informações sobre os OVMs, que poderá ser acessado por qualquer país ou parte interessada.
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janeiro 20, 2006
The Reign of Toxic Terror
S Faizi
19 January 2006
The French are truly living up to the methods of their hymned revolution by seeking to force their lethal waste, Le Clemenceau, on India rather than treat the same on their own territory. The revolutionaries created the Reign of Terror, one of the most reckless massacres ever committed, and their descendents have created for us the reign of toxic terror.
Para leitura original clique no título.
19 January 2006
The French are truly living up to the methods of their hymned revolution by seeking to force their lethal waste, Le Clemenceau, on India rather than treat the same on their own territory. The revolutionaries created the Reign of Terror, one of the most reckless massacres ever committed, and their descendents have created for us the reign of toxic terror.
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Bechtel case sends warning to oil and gas multinationals
Just days before Evo Morales is inaugurated as President of Bolivia, the US multinational giant, Bechtel, has backed down after a major international campaign and dropped a legal suit for $50 million against Bolivia. Instead the Bolivian Government has signed a contract in which they will pay only 2 Bolivianos (14 pence) to end the case.
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Nova ameaça de seca
Por Mario de Queiroz
Lisboa, 20/01/2006 – O estigma da seca paira sobre Portugal pelo segundo ano consecutivo. Caso sejam mantidos os modestos níveis de precipitações atuais, pode se repetir a tragédia que assolou o país em 2005. Ao terminar o ano hidrológico 2004-2005, em setembro passado, 97% do território português registrava uma seca severa e extrema, a mais grave das últimas seis décadas e que custou aos cofres públicos US$ 343 milhões,segundo as contas apresentadas pelos ministros do Meio Ambiente, Francisco da Graça Nunes Correia, e da Agricultura, Jaime Lopes Silva. A maior parte da fatura estatal foi destinada ao pagamento da importação de hidrocarbonetetos, num total de U$220 milhões, para abastecer as centrais térmicas, última alternativa possível diante da queda de 70% na produção hidrelétrica devido à falta de água nas represas, afirma um relatório divulgado pelo governo.
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Lisboa, 20/01/2006 – O estigma da seca paira sobre Portugal pelo segundo ano consecutivo. Caso sejam mantidos os modestos níveis de precipitações atuais, pode se repetir a tragédia que assolou o país em 2005. Ao terminar o ano hidrológico 2004-2005, em setembro passado, 97% do território português registrava uma seca severa e extrema, a mais grave das últimas seis décadas e que custou aos cofres públicos US$ 343 milhões,segundo as contas apresentadas pelos ministros do Meio Ambiente, Francisco da Graça Nunes Correia, e da Agricultura, Jaime Lopes Silva. A maior parte da fatura estatal foi destinada ao pagamento da importação de hidrocarbonetetos, num total de U$220 milhões, para abastecer as centrais térmicas, última alternativa possível diante da queda de 70% na produção hidrelétrica devido à falta de água nas represas, afirma um relatório divulgado pelo governo.
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Ibama diz que ONG age como grupo paramilitar no Pará
A intromissão de membros de uma ONG “ambientalista” de Altamira (PA) no processo de consulta pública para a criação de reservas extrativistas (Resex) que o Centro Nacional de Populações Tradicionais (CNTP) do Ibama está encaminhando na região da Terra do Meio, no Pará, está preocupando técnicos do órgão. Segundo eles, com explicita ligação com o latifundiário Cecílio Rego de Almeida, acusado de grilar grandes extensões de terra na região, a ONG Bio Ambiente estaria intimidando e confundindo as comunidades para que se posicionem contrárias às Resex.
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Coisa de 'maluco'?
" Que calor, hein?
Vi por esses dias a TV. Noticiava um inverno pra lá de sinistro, lá pelas bandas da China. Trinta e tantos graus abaixo de zero. Aqui, no Rio de Janeiro, o calor está insuportável. Muito calor, muito sol e muito quente. E pior é que depois chove demais, depois esquenta de novo.
O que acontece? A natureza endoidou? A humanidade ainda não se deu conta?
Acho que as pessoas estão começando a perceber que a pressão está só aumentando. Começam a se perguntar e afirmar uns pros outros que o tempo endoidou. Se a Terra for um organismo vivo, qualquer coisa que fizermos será subjulgado, correto?
Ou não? Ou dá para fazer alguma coisa, para tentar reverter o atual quadro de desproporções climáticas?
Imaginei até uns ventiladores gigantes, soprando nuvens pra lá e pra cá... Quem sabe... Sei lá...
Tá um calor danado...
Ou é impressão minha ?
Ou tudo isso é papo, conversa fiada, o clima não está mudando nada? Mesmo que tivesse, e se a humanidade quisesse, poderia reverter os efeitos nocivos de sua presença através da tecnologia?
Sabe o que eu acho? Acho que as donos das mega empresas causadoras de problemas e também alguns políticos pensam "que se dane, eu não vou estar aqui mesmo..."
Por via das dúvidas, começo eu a botar força nas minhas orações. Como dizia Sabino: "reza pelo motor da direita que eu rezo pelo da esquerda". "
Comentário de Anderson C. Porto/Niterói, RJ - Brasil

Baleia aparece no rio Tâmisa, no centro de Londres
Turistas em frente ao Parlamento pudeam vê-la nadando
Uma baleia foi vista nadando nas águas do rio Tâmisa, no centro de Londres, na manhã desta sexta-feira.
Cisne congelado Um cisne negro tenta quebrar o gelo que se formou sobre as suas penas no lago do zoológico de Moscou. As temperaturas chegaram a -31 graus na Rússia, na quinta-feira.
Fonte: BBCBrasil
Vi por esses dias a TV. Noticiava um inverno pra lá de sinistro, lá pelas bandas da China. Trinta e tantos graus abaixo de zero. Aqui, no Rio de Janeiro, o calor está insuportável. Muito calor, muito sol e muito quente. E pior é que depois chove demais, depois esquenta de novo.
O que acontece? A natureza endoidou? A humanidade ainda não se deu conta?
Acho que as pessoas estão começando a perceber que a pressão está só aumentando. Começam a se perguntar e afirmar uns pros outros que o tempo endoidou. Se a Terra for um organismo vivo, qualquer coisa que fizermos será subjulgado, correto?
Ou não? Ou dá para fazer alguma coisa, para tentar reverter o atual quadro de desproporções climáticas?
Imaginei até uns ventiladores gigantes, soprando nuvens pra lá e pra cá... Quem sabe... Sei lá...
Tá um calor danado...
Ou é impressão minha ?
Ou tudo isso é papo, conversa fiada, o clima não está mudando nada? Mesmo que tivesse, e se a humanidade quisesse, poderia reverter os efeitos nocivos de sua presença através da tecnologia?
Sabe o que eu acho? Acho que as donos das mega empresas causadoras de problemas e também alguns políticos pensam "que se dane, eu não vou estar aqui mesmo..."
Por via das dúvidas, começo eu a botar força nas minhas orações. Como dizia Sabino: "reza pelo motor da direita que eu rezo pelo da esquerda". "
Comentário de Anderson C. Porto/Niterói, RJ - Brasil

Baleia aparece no rio Tâmisa, no centro de Londres
Turistas em frente ao Parlamento pudeam vê-la nadando
Uma baleia foi vista nadando nas águas do rio Tâmisa, no centro de Londres, na manhã desta sexta-feira.
Cisne congelado Um cisne negro tenta quebrar o gelo que se formou sobre as suas penas no lago do zoológico de Moscou. As temperaturas chegaram a -31 graus na Rússia, na quinta-feira.

Fonte: BBCBrasil
(mortalidade de crianças indígenas) Ameaça para uma geração
Por Paloma Oliveto, Correio Braziliense
Estudo do Ministério da Saúde revela que a mortalidade é maior entre crianças do que idosos indígenas: 31% dos óbitos registrados em 2003 em todo o país foram de índios com menos de 5 anos de idade
Nas comunidades indígenas brasileiras, a morte chega mais cedo para crianças do que para idosos. Ao contrário do que ocorre com o resto da população, onde, naturalmente, o índice de mortalidade é mais alto entre pessoas com mais de 70 anos, 31% dos óbitos registrados nas aldeias em 2003 foram de crianças de até 5 anos. Enquanto isso, os idosos representaram 27,5% das mortes. Os dados estão no estudo Saúde Brasil 2005, lançado ontem pelo Ministério da Saúde.
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Estudo do Ministério da Saúde revela que a mortalidade é maior entre crianças do que idosos indígenas: 31% dos óbitos registrados em 2003 em todo o país foram de índios com menos de 5 anos de idade
Nas comunidades indígenas brasileiras, a morte chega mais cedo para crianças do que para idosos. Ao contrário do que ocorre com o resto da população, onde, naturalmente, o índice de mortalidade é mais alto entre pessoas com mais de 70 anos, 31% dos óbitos registrados nas aldeias em 2003 foram de crianças de até 5 anos. Enquanto isso, os idosos representaram 27,5% das mortes. Os dados estão no estudo Saúde Brasil 2005, lançado ontem pelo Ministério da Saúde.
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Cientista alerta para uma seca pior na Amazônia em 2006
(A Tribuna) - O físico Alejandro Fonseca Duarte, coordenador do Grupo de Estudos e Serviços Ambientais da Universidade Federal do Acre (UFAC), alertou ontem que a estiagem de 2005 pode ser ultrapassada pela deste ano como a maior da história do Acre. Segundo ele, o baixo volume de chuvas seria o principal indicador desta escassez.
De acordo com os cálculos de Duarte, em janeiro de 2005, choveu metade do esperado para a média mensal. Neste ano, o primeiro mês registrou façanha ainda maior: as chuvas não chegam a 20% da média. Como o nível do Rio Acre está em torno dos 6 metros - também muito abaixo do normal , período de estiagem poderá ser ainda mais catastrófico.
"Não somente no leste do Estado, também em Cruzeiro do Sul está seco. Normalmente, durante janeiro, na região do Juruá chove 50 milímetros a menos do que no leste do Acre. Até hoje, meados de janeiro, também no Juruá somente choveu em torno de 30% do que deveria", analisa o cientista.
Ainda segundo o Acrebioclima, as chuvas totais em 2005 ficaram 200 milímetros abaixo da média normal. Como a distribuição das chuvas pelos meses do ano é insignificante nos meses de maio e setembro, os resultados foram um excesso de queimadas, fumaça, seca, e, de quebra, uma virose que levou centenas de crianças aos hospitais em todo o Estado.
"O impacto momentâneo foi aproximadamente meio milhão de hectares de áreas urbanas, rurais e florestais afetadas em todo o Acre e vizinhanças como Boca do Acre, que, embora do Amazonas, é do Acre também. Inclusive foram afetadas áreas de mata virgem, supostamente preservadas como as da Reserva Extrativista Chico Mendes", lembra Duarte.
Duarte defende uma ação imediata das autoridades para diminuir as diversas facetas dos impactos sociais, econômicos e ambientais da estiagem prolongada. O pesquisador, no entanto, duvida se há tempo para diminuir as conseqüências negativas de uma nova onda de calor, queimadas e falta d'água. Entre outras razões, principalmente porque o próprio poder público continua às voltas com os resultados do mesmo fenômeno em 2005.
"Tivemos milhares de atendimentos médicos, centenas de internações hospitalares e dezenas de mortes, além de impactos da seca, da fumaça e da ausência ou demora em se reconhecer e declarar as situações críticas de qualidade do ar", critica o cientista.
Como exemplo de conseqüência econômica da estiagem passada é o súbito aumento de preços de vários itens, principalmente frutas e raízes de largo consumo no Acre. Ao contrário do que se especulou em parte da imprensa local, foram as queimadas, e não a suposta escassez atual do Rio Acre, que causou a súbita expansão de preços.
"A macaxeira, que há um ano custava 50 centavos por quilo, hoje custa 1,2 real. Três abacaxis se compravam por 5 reais, hoje por três reais só se compra um abacaxi. Com dois reais se comprava um cacho de banana comprida, hoje seis bananas custam dois reais. Há um ano, com 50 centavos, se comprava uma palma de banana curta, hoje uma palma de inferior qualidade custa um real. Tudo é conseqüência da estiagem passada, que atingiu as safras", revela. (Josafá Batista)
Nota GTA: O alerta do pesquisador da UFAC sobre a tendência de uma nova onda de intensa estiagem no Acre deve ser analisado em toda a Amazônia Ocidental, onde o fenômeno atingiu em 2005 os estados do Amazonas, Rondônia e até mesmo Pará. Um plano estratégico para a vulnerabilidade social e climática das comunidades ribeirinhas precisa estar pronto em pouco tempo e isso deveria envolver os movimentos sociais, ambientais, centros de pesquisa e órgãos governamentais diante dos vários cenários possíveis desse fenômeno(JAO).
Link padrão
www.amazonia.org.br
De acordo com os cálculos de Duarte, em janeiro de 2005, choveu metade do esperado para a média mensal. Neste ano, o primeiro mês registrou façanha ainda maior: as chuvas não chegam a 20% da média. Como o nível do Rio Acre está em torno dos 6 metros - também muito abaixo do normal , período de estiagem poderá ser ainda mais catastrófico.
"Não somente no leste do Estado, também em Cruzeiro do Sul está seco. Normalmente, durante janeiro, na região do Juruá chove 50 milímetros a menos do que no leste do Acre. Até hoje, meados de janeiro, também no Juruá somente choveu em torno de 30% do que deveria", analisa o cientista.
Ainda segundo o Acrebioclima, as chuvas totais em 2005 ficaram 200 milímetros abaixo da média normal. Como a distribuição das chuvas pelos meses do ano é insignificante nos meses de maio e setembro, os resultados foram um excesso de queimadas, fumaça, seca, e, de quebra, uma virose que levou centenas de crianças aos hospitais em todo o Estado.
"O impacto momentâneo foi aproximadamente meio milhão de hectares de áreas urbanas, rurais e florestais afetadas em todo o Acre e vizinhanças como Boca do Acre, que, embora do Amazonas, é do Acre também. Inclusive foram afetadas áreas de mata virgem, supostamente preservadas como as da Reserva Extrativista Chico Mendes", lembra Duarte.
Duarte defende uma ação imediata das autoridades para diminuir as diversas facetas dos impactos sociais, econômicos e ambientais da estiagem prolongada. O pesquisador, no entanto, duvida se há tempo para diminuir as conseqüências negativas de uma nova onda de calor, queimadas e falta d'água. Entre outras razões, principalmente porque o próprio poder público continua às voltas com os resultados do mesmo fenômeno em 2005.
"Tivemos milhares de atendimentos médicos, centenas de internações hospitalares e dezenas de mortes, além de impactos da seca, da fumaça e da ausência ou demora em se reconhecer e declarar as situações críticas de qualidade do ar", critica o cientista.
Como exemplo de conseqüência econômica da estiagem passada é o súbito aumento de preços de vários itens, principalmente frutas e raízes de largo consumo no Acre. Ao contrário do que se especulou em parte da imprensa local, foram as queimadas, e não a suposta escassez atual do Rio Acre, que causou a súbita expansão de preços.
"A macaxeira, que há um ano custava 50 centavos por quilo, hoje custa 1,2 real. Três abacaxis se compravam por 5 reais, hoje por três reais só se compra um abacaxi. Com dois reais se comprava um cacho de banana comprida, hoje seis bananas custam dois reais. Há um ano, com 50 centavos, se comprava uma palma de banana curta, hoje uma palma de inferior qualidade custa um real. Tudo é conseqüência da estiagem passada, que atingiu as safras", revela. (Josafá Batista)
Nota GTA: O alerta do pesquisador da UFAC sobre a tendência de uma nova onda de intensa estiagem no Acre deve ser analisado em toda a Amazônia Ocidental, onde o fenômeno atingiu em 2005 os estados do Amazonas, Rondônia e até mesmo Pará. Um plano estratégico para a vulnerabilidade social e climática das comunidades ribeirinhas precisa estar pronto em pouco tempo e isso deveria envolver os movimentos sociais, ambientais, centros de pesquisa e órgãos governamentais diante dos vários cenários possíveis desse fenômeno(JAO).
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Água contaminada pode ter matado 14 crianças indígenas
19/01/2006
Num prazo de apenas um ano, 14 crianças morreram vítimas de uma doença misteriosa na reserva indígena Apinajé, na cidade de Tocantinópolis, a 600 quilômetros de Palmas, no Estado do Tocantins. Autoridades sanitárias acreditam que a causa das mortes pode ser a água que vem sendo consumida pela tribo. Foram seis mortes nas últimas duas semanas.
Técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Tocantins recolheram amostras da água e divulgarão o resultado dos exames na próxima segunda-feira (23). Segundo a Funai - Fundação Nacional do Índio, pelo menos 60 crianças estão doentes e todas apresentam os mesmo sintomas: diarréia, febre e gripe.
O coordenador da Funasa - Fundação Nacional da Saúde no Tocantins, Carlos Patrocínio, disse que há dois meses não há atendimento médico na aldeia. Uma equipe médica de Brasília (DF) viajou para a aldeia, sob protesto dos líderes indígenas, que acham que o socorro está seguindo tarde demais, informou a Funai. (Ricardo Valota/ Estadão Online)
Num prazo de apenas um ano, 14 crianças morreram vítimas de uma doença misteriosa na reserva indígena Apinajé, na cidade de Tocantinópolis, a 600 quilômetros de Palmas, no Estado do Tocantins. Autoridades sanitárias acreditam que a causa das mortes pode ser a água que vem sendo consumida pela tribo. Foram seis mortes nas últimas duas semanas.
Técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Tocantins recolheram amostras da água e divulgarão o resultado dos exames na próxima segunda-feira (23). Segundo a Funai - Fundação Nacional do Índio, pelo menos 60 crianças estão doentes e todas apresentam os mesmo sintomas: diarréia, febre e gripe.
O coordenador da Funasa - Fundação Nacional da Saúde no Tocantins, Carlos Patrocínio, disse que há dois meses não há atendimento médico na aldeia. Uma equipe médica de Brasília (DF) viajou para a aldeia, sob protesto dos líderes indígenas, que acham que o socorro está seguindo tarde demais, informou a Funai. (Ricardo Valota/ Estadão Online)
Biodiesel em escala
Por Thiago Romero
Agência FAPESP - O protótipo de uma miniusina capaz de produzir 250 litros de biodiesel por dia acaba de ficar pronto na Capital Federal. Por causa do método escolhido pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que demorou três anos para ficar pronto, as vantagens dessa planta são ainda maiores do que apenas gerar um combustível considerado como limpo. Elas também são geográficas.
“O objetivo é tornar disponível a patente dessa planta de craqueamento de óleos vegetais para que ela seja instalada em locais onde a população não tenha acesso a combustíveis derivados de petróleo”, disse Joel Rubim, professor do Instituto de Química (IQ) da UnB, um dos coordenadores da construção da miniusina, à Agência FAPESP.
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Agência FAPESP - O protótipo de uma miniusina capaz de produzir 250 litros de biodiesel por dia acaba de ficar pronto na Capital Federal. Por causa do método escolhido pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que demorou três anos para ficar pronto, as vantagens dessa planta são ainda maiores do que apenas gerar um combustível considerado como limpo. Elas também são geográficas.
“O objetivo é tornar disponível a patente dessa planta de craqueamento de óleos vegetais para que ela seja instalada em locais onde a população não tenha acesso a combustíveis derivados de petróleo”, disse Joel Rubim, professor do Instituto de Química (IQ) da UnB, um dos coordenadores da construção da miniusina, à Agência FAPESP.
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Avanço do cultivo de Transgênicos é seguido por crescimento da rejeição popular
19/01/2006
Por Natália Suzuki – Carta Maior
Apesar do aumento da área de cultivo de transgênicos em 2005, a batalha ainda não foi vencida pelas empresas de biotecnologia. Em todo o mundo, também cresce a rejeição de consumidores e grandes empresas do setor alimentício a produtos geneticamente modificados.
São Paulo – Relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agrobiotecnológicas, conhecido como ISAAA na sigla em inglês, aponta o crescimento do cultivo de transgênicos no mundo entre 2004 e 2005, quando atingiu uma área de 90 milhões de hectares. O maior avanço ocorreu no Brasil. Apenas o plantio de soja geneticamente modificada cresceu 88% (de 5 milhões de hectares para 9,4 milhões de hectares), o que dá ao país o terceiro lugar em quantidade de lavouras desse tipos, atrás dos Estados Unidos e da Argentina. Mas se o avanço das lavouras transgênicas é uma realidade, também é verdade que o movimento de recusa a alimentos geneticamente modificados cresceu nos últimos anos.
"Se fizermos um cruzamento de dados, haverá uma grande contradição: há uma expansão da área cultivada e, por outro lado, há o aumento da rejeição dos consumidores aos transgênicos", observa Gabriel Fernandes, assessor técnico e agrônomo da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA).
Por Natália Suzuki – Carta Maior
Apesar do aumento da área de cultivo de transgênicos em 2005, a batalha ainda não foi vencida pelas empresas de biotecnologia. Em todo o mundo, também cresce a rejeição de consumidores e grandes empresas do setor alimentício a produtos geneticamente modificados.
São Paulo – Relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agrobiotecnológicas, conhecido como ISAAA na sigla em inglês, aponta o crescimento do cultivo de transgênicos no mundo entre 2004 e 2005, quando atingiu uma área de 90 milhões de hectares. O maior avanço ocorreu no Brasil. Apenas o plantio de soja geneticamente modificada cresceu 88% (de 5 milhões de hectares para 9,4 milhões de hectares), o que dá ao país o terceiro lugar em quantidade de lavouras desse tipos, atrás dos Estados Unidos e da Argentina. Mas se o avanço das lavouras transgênicas é uma realidade, também é verdade que o movimento de recusa a alimentos geneticamente modificados cresceu nos últimos anos.
"Se fizermos um cruzamento de dados, haverá uma grande contradição: há uma expansão da área cultivada e, por outro lado, há o aumento da rejeição dos consumidores aos transgênicos", observa Gabriel Fernandes, assessor técnico e agrônomo da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA).
janeiro 19, 2006
Tecnologias licenciadas
Monsanto e Dow Chemical resolvem disputa por patentes
A Monsanto, maior empresa mundial no desenvolvimento de produtos agrícolas geneticamente modificados, e a Dow Chemical, maior fabricante de produtos químicos dos Estados Unidos, aceitaram licenciar as tecnologias de produção de sementes uma da outra após terem resolvido algumas disputas referentes a patentes. As informações são do jornal Gazeta Mercantil
As empresas licenciarão tecnologias para tornar o milho, a soja e o algodão resistentes a insetos e herbicidas, disseram em comunicado conjunto a Monsanto, e a Dow AgroSciences, divisão da Dow Chemical, ambas sediadas nos Estados Unidos. A Dow ampliará o licenciamento da tecnologia da Monsanto que promove a resistência ao herbicida Roundup no milho, e a Monsanto obterá uma licença para utilizar a tecnologia Widestrike, da Dow para o algodão na América do Sul e no México.
A Dow e a Monsanto aceitaram suspender ações judiciais concorrentes a respeito de patentes, que visavam determinar quem inventou os genes sintéticos da BT — Bacillus thuringiensis, uma bactéria do solo utilizada para tornar as plantas resistentes a insetos. As empresas vão conceder umas à outra as licenças para a utilização das tecnologias BT, disseram as companhias. Os termos do acordo não foram revelados.
Revista Consultor Jurídico, 19 de janeiro de 2006
A Monsanto, maior empresa mundial no desenvolvimento de produtos agrícolas geneticamente modificados, e a Dow Chemical, maior fabricante de produtos químicos dos Estados Unidos, aceitaram licenciar as tecnologias de produção de sementes uma da outra após terem resolvido algumas disputas referentes a patentes. As informações são do jornal Gazeta Mercantil
As empresas licenciarão tecnologias para tornar o milho, a soja e o algodão resistentes a insetos e herbicidas, disseram em comunicado conjunto a Monsanto, e a Dow AgroSciences, divisão da Dow Chemical, ambas sediadas nos Estados Unidos. A Dow ampliará o licenciamento da tecnologia da Monsanto que promove a resistência ao herbicida Roundup no milho, e a Monsanto obterá uma licença para utilizar a tecnologia Widestrike, da Dow para o algodão na América do Sul e no México.
A Dow e a Monsanto aceitaram suspender ações judiciais concorrentes a respeito de patentes, que visavam determinar quem inventou os genes sintéticos da BT — Bacillus thuringiensis, uma bactéria do solo utilizada para tornar as plantas resistentes a insetos. As empresas vão conceder umas à outra as licenças para a utilização das tecnologias BT, disseram as companhias. Os termos do acordo não foram revelados.
Revista Consultor Jurídico, 19 de janeiro de 2006
Porque os servidores do IBAMA são contrários à aprovação do Projeto de Lei que trata da Gestão de Florestas Públicas Sustentáveis (PLC 062/05)
Brasília, 16 de janeiro de 2006.
1. Inicialmente, somos contrários ao regime de urgência constitucional solicitada pelo Governo tanto na Câmara quanto no Senado, pois o mesmo impede um processo de discussão maior, melhor e mais transparente deste polêmico projeto com toda a sociedade brasileira, principalmente pela concessão das florestas públicas por até 40 anos. Se o projeto é tão bom e indispensável para o país, porque então a urgência em passar pelo Congresso, quando os seus resultados são de médio e longo prazo?
Pela ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO IBAMA NO DISTRITO FEDERAL
fonte: www.asibama.org.br
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1. Inicialmente, somos contrários ao regime de urgência constitucional solicitada pelo Governo tanto na Câmara quanto no Senado, pois o mesmo impede um processo de discussão maior, melhor e mais transparente deste polêmico projeto com toda a sociedade brasileira, principalmente pela concessão das florestas públicas por até 40 anos. Se o projeto é tão bom e indispensável para o país, porque então a urgência em passar pelo Congresso, quando os seus resultados são de médio e longo prazo?
Pela ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO IBAMA NO DISTRITO FEDERAL
fonte: www.asibama.org.br
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Verba para revitalização do São Francisco representa 9% dos recursos para transposição
Apesar de ter saído do foco da imprensa nos últimos meses, a transposição do Rio São Francisco continua causando polêmica na sociedade e dentro do Congresso Nacional. De acordo com a atual proposta orçamentária, que ainda não foi votada, esse projeto do governo federal vai receber R$ 800 milhões neste ano enquanto a revitalização do rio - projeto que recebe o apoio de movimentos sociais e ambientalistas - vai ter somente R$ 70 milhões de investimentos.
O relator do Orçamento, deputado Carlito Merss (PT-SC), defende mais recursos para a revitalização, mas a possibilidade de novas verbas precisa ser acertada com outro relator, o deputado José Chaves (PTB-PE), que analisa o relatório setorial orçamentário para a área de integração e meio ambiente. Merss diz estar convencido de que "sem a revitalização, as obras de transposição não vão resolver o problema". O Partido Verde é da mesma opinião e quer que metade dos recursos seja destinada às obras de revitalização.
No ano passado, o bispo da diosece de Barra (BA), Dom Luiz Flávio Cappio, fez greve de fome por mais de dez dias contra a transposição do São Francisco sob o argumento de que o projeto não vai matar a sede do povo do semi-árido nordestino, como promete o governo federal. Dom Cappio defende o projeto de revitalização como alternativa. A idéia é recuperar a vegetação que se perdeu na região e fazer pequenos açudes para aumentar a capacidade de armazenamento de água.
De São Paulo, da Agência Notícias do Planalto, Beatriz Pasqualino
O relator do Orçamento, deputado Carlito Merss (PT-SC), defende mais recursos para a revitalização, mas a possibilidade de novas verbas precisa ser acertada com outro relator, o deputado José Chaves (PTB-PE), que analisa o relatório setorial orçamentário para a área de integração e meio ambiente. Merss diz estar convencido de que "sem a revitalização, as obras de transposição não vão resolver o problema". O Partido Verde é da mesma opinião e quer que metade dos recursos seja destinada às obras de revitalização.
No ano passado, o bispo da diosece de Barra (BA), Dom Luiz Flávio Cappio, fez greve de fome por mais de dez dias contra a transposição do São Francisco sob o argumento de que o projeto não vai matar a sede do povo do semi-árido nordestino, como promete o governo federal. Dom Cappio defende o projeto de revitalização como alternativa. A idéia é recuperar a vegetação que se perdeu na região e fazer pequenos açudes para aumentar a capacidade de armazenamento de água.
De São Paulo, da Agência Notícias do Planalto, Beatriz Pasqualino
Por um planeta mais limpo, verde e justo , por Klaus Toepfer*
*Klaus Toepfer é vice-secretário-geral para assuntos de meio ambiente da ONU e diretor-executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
Definiremos uma agenda para conduzir a força de trabalho organizada e o ambientalismo a uma nova área de cooperação
Na Nigéria , foi lançada uma campanha para confinar nos livros de história produtos químicos obsoletos, desatualizados e nocivos à saúde. A campanha deve beneficiar aproximadamente cinco milhões de trabalhadores de fábricas, assim como o meio ambiente da África Ocidental em geral.
Um programa conjunto da Noruega e da Rússia está educando e treinando os funcionários de fábricas russas em áreas como saúde e segurança e técnicas de produção mais limpa.
O fio comum ligando esses e outros projetos-piloto tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento é a força de trabalho organizada. Eles ressaltam o entusiasmo e comprometimento crescentes de sindicatos em promover o desenvolvimento sustentável em benefício do local de trabalho, das comunidades vizinhas e do meio ambiente global. Um entusiasmo evidenciado também no Pacto Global da ONU, que aproximou amplos segmentos da iniciativa privada e da sociedade civil.
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Definiremos uma agenda para conduzir a força de trabalho organizada e o ambientalismo a uma nova área de cooperação
Na Nigéria , foi lançada uma campanha para confinar nos livros de história produtos químicos obsoletos, desatualizados e nocivos à saúde. A campanha deve beneficiar aproximadamente cinco milhões de trabalhadores de fábricas, assim como o meio ambiente da África Ocidental em geral.
Um programa conjunto da Noruega e da Rússia está educando e treinando os funcionários de fábricas russas em áreas como saúde e segurança e técnicas de produção mais limpa.
O fio comum ligando esses e outros projetos-piloto tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento é a força de trabalho organizada. Eles ressaltam o entusiasmo e comprometimento crescentes de sindicatos em promover o desenvolvimento sustentável em benefício do local de trabalho, das comunidades vizinhas e do meio ambiente global. Um entusiasmo evidenciado também no Pacto Global da ONU, que aproximou amplos segmentos da iniciativa privada e da sociedade civil.
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janeiro 18, 2006
Environment in crisis: 'We are past the point of no return'
Thirty years ago, the scientist James Lovelock worked out that the Earth possessed a planetary-scale control system which kept the environment fit for life. He called it Gaia, and the theory has become widely accepted. Now, he believes mankind's abuse of the environment is making that mechanism work against us. His astonishing conclusion - that climate change is already insoluble, and life on Earth will never be the same again.
By Michael McCarthy Environment Editor
Published: 16 January 2006
The Independent - UK
(...)In a profoundly pessimistic new assessment, published in today's Independent , Professor Lovelock suggests that efforts to counter global warming cannot succeed, and that, in effect, it is already too late.
The world and human society face disaster to a worse extent, and on a faster timescale, than almost anybody realises, he believes. He writes: " Before this century is over, billions of us will die, and the few breeding pairs of people that survive will be in the Arctic where the climate remains tolerable."
In making such a statement, far gloomier than any yet made by a scientist of comparable international standing, Professor Lovelock accepts he is going out on a limb. But as the man who conceived the first wholly new way of looking at life on Earth since Charles Darwin, he feels his own analysis of what is happening leaves him no choice. He believes that it is the self-regulating mechanism of Gaia itself - increasingly accepted by other scientists worldwide, although they prefer to term it the Earth System - which, perversely, will ensure that the warming cannot be mastered.
This is because the system contains myriad feedback mechanisms which in the past have acted in concert to keep the Earth much cooler than it otherwise would be. Now, however, they will come together to amplify the warming being caused by human activities such as transport and industry through huge emissions of greenhouse gases such as carbon dioxide (CO2 ).
(...)He terms this phenomenon "The Revenge of Gaia" and examines it in detail in a new book with that title, to be published next month.
The uniqueness of the Lovelock viewpoint is that it is holistic, rather than reductionist. Although he is a committed supporter of current research into climate change, especially at Britain's Hadley Centre, he is not looking at individual facets of how the climate behaves, as other scientists inevitably are. Rather, he is looking at how the whole control system of the Earth behaves when put under stress.
(...)Now his concerns have reached a peak - and have a new emphasis. Rather than calling for further ways of countering climate change, he is calling on governments in Britain and elsewhere to begin large-scale preparations for surviving what he now sees as inevitable - in his own phrase today, "a hell of a climate", likely to be in Europe up to 8C hotter than it is today.
In his book's concluding chapter, he writes: "What should a sensible European government be doing now? I think we have little option but to prepare for the worst, and assume that we have passed the threshold."
And in today's Independent he writes: "We will do our best to survive, but sadly I cannot see the United States or the emerging economies of China and India cutting back in time, and they are the main source of [CO2] emissions. The worst will happen ..."
He goes on: "We have to keep in mind the awesome pace of change and realise how little time is left to act, and then each community and nation must find the best use of the resources they have to sustain civilisation for as long as they can." He believes that the world's governments should plan to secure energy and food supplies in the global hothouse, and defences against the expected rise in sea levels. The scientist's vision of what human society may ultimately be reduced to through climate change is " a broken rabble led by brutal warlords."
Professor Lovelock draws attention to one aspect of the warming threat in particular, which is that the expected temperature rise is currently being held back artificially by a global aerosol - a layer of dust in the atmosphere right around the planet's northern hemisphere - which is the product of the world's industry.
This shields us from some of the sun's radiation in a phenomenon which is known as "global dimming" and is thought to be holding the global temperature down by several degrees. But with a severe industrial downturn, the aerosol could fall out of the atmosphere in a very short time, and the global temperature could take a sudden enormous leap upwards.
One of the most striking ideas in his book is that of "a guidebook for global warming survivors" aimed at the humans who would still be struggling to exist after a total societal collapse.
Written, not in electronic form, but "on durable paper with long-lasting print", it would contain the basic accumulated scientific knowledge of humanity, much of it utterly taken for granted by us now, but originally won only after a hard struggle - such as our place in the solar system, or the fact that bacteria and viruses cause infectious diseases.
Rough guide to a planet in jeopardy
Global warming, caused principally by the large-scale emissions of industrial gases such as carbon dioxide (CO2), is almost certainly the greatest threat that mankind has ever faced, because it puts a question mark over the very habitability of the Earth.
Over the coming decades soaring temperatures will mean agriculture may become unviable over huge areas of the world where people are already poor and hungry; water supplies for millions or even billions may fail. Rising sea levels will destroy substantial coastal areas in low-lying countries such as Bangladesh, at the very moment when their populations are mushrooming. Numberless environmental refugees will overwhelm the capacity of any agency, or indeed any country, to cope, while modern urban infrastructure will face devastation from powerful extreme weather events, such as Hurricane Katrina which hit New Orleans last summer.
The international community accepts the reality of global warming, supported by the UN's Intergovernmental Panel on Climate Change. In its last report, in 2001, the IPCC said global average temperatures were likely to rise by up to 5.8C by 2100. In high latitudes, such as Britain, the rise is likely to be much higher, perhaps 8C. The warming seems to be proceeding faster than anticipated and in the IPCC's next report, 2007, the timescale may be shortened. Yet there still remains an assumption that climate change is controllable, if CO2 emissions can be curbed. Lovelock is warning: think again.
By Michael McCarthy Environment Editor
Published: 16 January 2006
The Independent - UK
(...)In a profoundly pessimistic new assessment, published in today's Independent , Professor Lovelock suggests that efforts to counter global warming cannot succeed, and that, in effect, it is already too late.
The world and human society face disaster to a worse extent, and on a faster timescale, than almost anybody realises, he believes. He writes: " Before this century is over, billions of us will die, and the few breeding pairs of people that survive will be in the Arctic where the climate remains tolerable."
In making such a statement, far gloomier than any yet made by a scientist of comparable international standing, Professor Lovelock accepts he is going out on a limb. But as the man who conceived the first wholly new way of looking at life on Earth since Charles Darwin, he feels his own analysis of what is happening leaves him no choice. He believes that it is the self-regulating mechanism of Gaia itself - increasingly accepted by other scientists worldwide, although they prefer to term it the Earth System - which, perversely, will ensure that the warming cannot be mastered.
This is because the system contains myriad feedback mechanisms which in the past have acted in concert to keep the Earth much cooler than it otherwise would be. Now, however, they will come together to amplify the warming being caused by human activities such as transport and industry through huge emissions of greenhouse gases such as carbon dioxide (CO2 ).
(...)He terms this phenomenon "The Revenge of Gaia" and examines it in detail in a new book with that title, to be published next month.
The uniqueness of the Lovelock viewpoint is that it is holistic, rather than reductionist. Although he is a committed supporter of current research into climate change, especially at Britain's Hadley Centre, he is not looking at individual facets of how the climate behaves, as other scientists inevitably are. Rather, he is looking at how the whole control system of the Earth behaves when put under stress.
(...)Now his concerns have reached a peak - and have a new emphasis. Rather than calling for further ways of countering climate change, he is calling on governments in Britain and elsewhere to begin large-scale preparations for surviving what he now sees as inevitable - in his own phrase today, "a hell of a climate", likely to be in Europe up to 8C hotter than it is today.
In his book's concluding chapter, he writes: "What should a sensible European government be doing now? I think we have little option but to prepare for the worst, and assume that we have passed the threshold."
And in today's Independent he writes: "We will do our best to survive, but sadly I cannot see the United States or the emerging economies of China and India cutting back in time, and they are the main source of [CO2] emissions. The worst will happen ..."
He goes on: "We have to keep in mind the awesome pace of change and realise how little time is left to act, and then each community and nation must find the best use of the resources they have to sustain civilisation for as long as they can." He believes that the world's governments should plan to secure energy and food supplies in the global hothouse, and defences against the expected rise in sea levels. The scientist's vision of what human society may ultimately be reduced to through climate change is " a broken rabble led by brutal warlords."
Professor Lovelock draws attention to one aspect of the warming threat in particular, which is that the expected temperature rise is currently being held back artificially by a global aerosol - a layer of dust in the atmosphere right around the planet's northern hemisphere - which is the product of the world's industry.
This shields us from some of the sun's radiation in a phenomenon which is known as "global dimming" and is thought to be holding the global temperature down by several degrees. But with a severe industrial downturn, the aerosol could fall out of the atmosphere in a very short time, and the global temperature could take a sudden enormous leap upwards.
One of the most striking ideas in his book is that of "a guidebook for global warming survivors" aimed at the humans who would still be struggling to exist after a total societal collapse.
Written, not in electronic form, but "on durable paper with long-lasting print", it would contain the basic accumulated scientific knowledge of humanity, much of it utterly taken for granted by us now, but originally won only after a hard struggle - such as our place in the solar system, or the fact that bacteria and viruses cause infectious diseases.
Rough guide to a planet in jeopardy
Global warming, caused principally by the large-scale emissions of industrial gases such as carbon dioxide (CO2), is almost certainly the greatest threat that mankind has ever faced, because it puts a question mark over the very habitability of the Earth.
Over the coming decades soaring temperatures will mean agriculture may become unviable over huge areas of the world where people are already poor and hungry; water supplies for millions or even billions may fail. Rising sea levels will destroy substantial coastal areas in low-lying countries such as Bangladesh, at the very moment when their populations are mushrooming. Numberless environmental refugees will overwhelm the capacity of any agency, or indeed any country, to cope, while modern urban infrastructure will face devastation from powerful extreme weather events, such as Hurricane Katrina which hit New Orleans last summer.
The international community accepts the reality of global warming, supported by the UN's Intergovernmental Panel on Climate Change. In its last report, in 2001, the IPCC said global average temperatures were likely to rise by up to 5.8C by 2100. In high latitudes, such as Britain, the rise is likely to be much higher, perhaps 8C. The warming seems to be proceeding faster than anticipated and in the IPCC's next report, 2007, the timescale may be shortened. Yet there still remains an assumption that climate change is controllable, if CO2 emissions can be curbed. Lovelock is warning: think again.
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